In memoriam  
Xosé-Luís Novo Cazón 
"Na procura da historia e da beleza" 
 (Xosé-Luís Novo Cazón: Tempus das Letras. 2009) 

Sempre o noso guía, seguiremos o itinerario que nos ensinaches

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O día da liberdade

                                                      Por Saúl Losada Pena

            
           
Cartaz realizado por alumnado do Departamento 
de português dirixido por Maria Jose Diaz Pinheiro.

O Parlamento galego aprobou ,(11 de marzo de 2014), por unanimidade a Lei Valentín Paz-Andrade para o aproveitamento da lingua portuguesa e vínculos coa lusofonía. O Goberno galego queda obrigado con esta lei a incorporar progresivamente a aprendizaxe da lingua portuguesa como lingua estranxeira nos centros de ensino de Galicia. Tamén será obxectivo estratéxico do Goberno galego a promoción das relacións cos países de lingua portuguesa. Así mesmo, a Xunta de Galicia favorecerá a reciprocidade de emisións televisivas e radiofónicas entre Galicia e Portugal. Esta lei é o resultado da iniciativa lexislativa popular que en maio de 2013 se presentou no Parlamento galego avalada por 17000 sinaturas.

E por poñer o noso gran de area imos lembrar unha das revolucións que marcaron Portugal, na procura da liberdade, durante a ditadura. A canción de Zeca Afonso: Grandola, vila morena será o sinal para o comezo da revolución. Por que revolução dos cravos? Porque o exército substiuíu as súas armas por caraveis como símbolo de paz, desobedecendo así as ordes do goberno para atacar a poboación.

                                         
A Revolução de 25 de Abril, denominada por alguns Revolução dos Cravos, refere-se a um período da história de Portugal resultante de um movimento social, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de abril de 1976, com uma forte orientação socialista na sua origem.

Esta acção foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), que era composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos.
Com reduzido poderio militar e com uma adesão em massa da população ao movimento, a resistência do regime foi praticamente inexistente e infrutífera, registando-se apenas 4 civis mortos e 45 feridos em Lisboa pelas balas da DGS.
Grândola, Vila Morena é uma canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos.

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

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